Inicialmente, o pedido do cliente dizia respeito ao loteamento de uma pequena faixa de terreno ao longo de uma linha férrea movimentada, perto de uma zona residencial. O diagnóstico realizado pela CoBe destacou a ausência de ligações desta pequena aldeia com o resto da cidade. A agência propôs, antes de qualquer construção, a criação de uma nova estrada ligando o bairro a duas estradas de importância municipal. A nova rua induziu uma nova sequência urbana articulando diferentes edifícios.
A volumetria segue a hierarquia da rede viária: os edifícios de seis andares protegem o bairro dos incómodos do tráfego e dão uma frente construída para a estrada principal. Eles formam também a porta de entrada para o loteamento habitacional. Duas filas de casas em banda, possuindo cada uma o seu próprio terraço. borda a linha férrea. A realização deste pequeno conjunto, densificando uma zona de moradias unifamiliares mas devolvendo-lhe ao mesmo tempo urbanidade, beneficiou da cultura de projeto adquirido pela cidade, que aceitou a modificação do Plano Local de Urbanismo para o adaptar ao projeto, e as capacidades de ouvir do cliente, que pôde rever o seu orçamento para acompanhar a passagem da encomenda de 20 para 69 habitações. Para a CoBe, esta estratégia de projeto é representativa de um método de conceção global que poderá ser aplicado em contextos similares.
Fotografias Luc Boegly